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 Core DAO muda liderança enquanto validadores independentes assumem responsabilidades

Core DAO muda liderança enquanto validadores independentes assumem responsabilidades

A Core DAO anunciou mudanças em sua estrutura de liderança após a saída de Rich Rines e Brendon Sedo, dois colaboradores iniciais do projeto. A decisão, divulgada em 27 de outubro de 2026, acompanha a transferência gradual de responsabilidades para validadores independentes e integrantes da comunidade. Segundo a organização, a produção de blocos já passou para operadores externos sem interrupções na rede. As próximas etapas devem envolver desenvolvimento do ecossistema, iniciativas de crescimento e decisões sobre o futuro da blockchain voltada ao Bitcoin. A transição ocorre após um incidente com recompensas de validadores e em meio a questionamentos de participantes sobre distribuição de tokens, reservas e transparência.

Rich Rines e Brendon Sedo deixam funções na DAO

A saída dos dois colaboradores foi comunicada pela Core DAO em uma publicação na rede social X. O projeto apresentou a mudança como parte de um processo de descentralização em andamento, e não como uma substituição imediata por novos dirigentes. Até o momento do anúncio, não foram divulgados nomes para assumir as funções de Rines e Sedo nem um calendário detalhado para transferir todas as responsabilidades restantes.

A organização espera que mais operadores independentes e projetos conduzidos pela comunidade participem da rede nos próximos meses. Isso inclui atividades que ultrapassam a validação de blocos, como iniciativas de desenvolvimento e decisões relativas à direção do ecossistema. A expectativa, porém, não equivale à confirmação de que todas essas atribuições já foram distribuídas.

Rines relaciona a saída à descentralização

Em declaração separada no X, Rich Rines afirmou que sua decisão representa outra etapa dos princípios de descentralização defendidos pela Core desde o lançamento. Ele destacou que os validadores independentes já assumiram a produção de blocos sem comprometer a continuidade das operações. Segundo Rines, a intenção agora é aplicar abordagem semelhante a outras áreas da organização.

O colaborador agradeceu aos validadores, desenvolvedores, parceiros e integrantes da comunidade conhecidos como Coretoshis. Também afirmou que continuará se identificando como membro da comunidade e acompanhando o crescimento de uma rede criada para ampliar as possibilidades de utilização do Bitcoin. Suas declarações expressam apoio à transição, mas não especificam como serão distribuídas as decisões administrativas futuras.

Trajetórias dos colaboradores iniciais

Embora tenham ocupado posições importantes, Rines e Sedo são identificados oficialmente pela Core como colaboradores iniciais, não como fundadores. Essa distinção é relevante para descrever suas funções sem atribuir títulos que o próprio projeto não utiliza.

Antes de participar do desenvolvimento da Core em 2022, Rines trabalhou na Coinbase, onde liderou uma equipe de engenharia responsável por movimentações financeiras. Ele contribuiu para o lançamento da rede principal da Core, ocorrido em janeiro de 2023. Sua participação, portanto, remonta à fase anterior à entrada em operação da blockchain.

Brendon Sedo havia cofundado a Joist, empresa de software empresarial posteriormente adquirida pela EverCommerce. Na Core, atuou como responsável pela Core Ventures. Até maio de 2025, essa iniciativa havia destinado US$ 1 milhão a diferentes projetos de finanças descentralizadas ligados ao Bitcoin, incluindo Colend, Solv Protocol e BitFLUX. O anúncio de saída não esclarece quem ficará responsável pelas atividades anteriormente associadas à Core Ventures.

Como funciona a blockchain Core

A Core utiliza um mecanismo de consenso denominado Satoshi Plus, que combina prova de participação delegada, participação da mineração de Bitcoin e staking não custodial de Bitcoin. A arquitetura busca integrar essas modalidades à operação da rede. A blockchain também oferece suporte a contratos inteligentes compatíveis com Ethereum.

O token CORE é utilizado para pagar taxas de transação e participar de atividades de staking. Essas funções ajudam a contextualizar a importância das recompensas concedidas aos validadores e das discussões sobre a distribuição do ativo. Entretanto, o funcionamento do consenso não resolve, por si só, os questionamentos sobre reservas ou alocações de tokens apresentados por integrantes da comunidade.

Parceria anterior buscou ampliar staking institucional

A Core também desenvolveu iniciativas voltadas a participantes institucionais. Em março de 2025, anunciou uma parceria com a provedora de custódia Cobo para ampliar serviços de staking duplo de Bitcoin na Ásia. A colaboração tinha como objetivo facilitar o acesso de investidores institucionais ao staking de Bitcoin por meio da infraestrutura de finanças descentralizadas da Core.

Esse histórico demonstra uma frente de atuação diferente da reorganização atual dos validadores. A parceria tratava do acesso institucional a serviços da rede, enquanto a mudança anunciada em outubro se concentra na distribuição de responsabilidades operacionais e comunitárias. O comunicado recente não informa alterações específicas no acordo com a Cobo.

Produção de blocos passa para operadores independentes

No fim de setembro, a Core havia apresentado planos para entregar aos validadores independentes as tarefas de produção de blocos ainda executadas por seu nó oficial. A expectativa inicial era que a transferência prosseguisse ao longo dos meses seguintes. Na atualização de outubro, a organização afirmou que os operadores externos já assumiram essa função.

Segundo o projeto, a rede permaneceu em funcionamento durante a passagem de responsabilidades. A Core não especificou quantos novos validadores independentes deverão participar ao final do processo. Por isso, a informação confirmada é a transferência operacional anunciada, sem uma medida pública completa sobre a composição futura do conjunto de operadores.

Incidente com recompensas exigiu resposta emergencial

A mudança de governança ocorre depois de problemas registrados no pagamento de recompensas a validadores. Conforme informações divulgadas anteriormente, um pequeno grupo recebeu quantidades de CORE superiores aos limites permitidos pelo protocolo. A situação levou a organização a coordenar um hard fork emergencial, ou seja, uma atualização extraordinária das regras da blockchain.

Durante a resposta ao incidente, Coinbase, Bithumb, Coinone e outras plataformas restringiram temporariamente transferências de CORE. Essas medidas ocorreram enquanto o projeto preparava a intervenção técnica. A notícia não informa o valor total das recompensas excessivas nem identifica todos os validadores envolvidos, portanto não é possível quantificar o impacto financeiro a partir dos dados apresentados.

Core afirma que ativos de usuários não foram comprometidos

A Core declarou que o problema estava relacionado à emissão de recompensas e que não havia comprometido os ativos dos usuários nem a segurança da rede. A atualização proposta tinha como finalidade impedir novos pagamentos acima dos valores previstos, sem reverter transações já confirmadas.

O projeto ativou a atualização emergencial em setembro. Esse episódio passou a integrar o histórico recente de mudanças na infraestrutura de validação durante 2026. A afirmação sobre a preservação dos ativos corresponde à avaliação divulgada pela própria Core; o material não apresenta uma auditoria independente adicional sobre o incidente.

Comunidade questiona alcance da descentralização

Nem todos os participantes receberam a mudança de liderança como resposta suficiente às preocupações existentes. Em comentário ao anúncio, a conta comunitária Corefrontline questionou se a transição representa descentralização efetiva. A manifestação mencionou dúvidas sobre liquidez do CORE, distribuição de tokens e prestação de contas.

Segundo a conta, transferir a produção de blocos para validadores independentes não esclarece necessariamente quem controla alocações destinadas a colaboradores, reservas e tokens de tesouraria. O argumento diferencia a operação técnica da blockchain das decisões relacionadas à administração dos ativos do projeto. Trata-se de uma crítica formulada por um participante da comunidade, não de uma conclusão comprovada sobre irregularidades.

Pedido de transparência sobre carteiras e alocações

Corefrontline solicitou maior transparência em nível de carteiras sobre as alocações restantes. Também questionou se os colaboradores que deixam suas funções responderam adequadamente às preocupações dos detentores de CORE. A conta relacionou essas dúvidas tanto ao episódio das recompensas dos validadores quanto à disputa anterior envolvendo a Maple Finance.

O anúncio de outubro não apresentou, segundo as informações disponíveis, um detalhamento dessas carteiras ou uma resposta individual a cada questionamento. Isso não permite concluir que existam desvios nas reservas; indica apenas que parte da comunidade considera insuficientes as informações divulgadas para avaliar a distribuição do controle sobre os tokens.

Disputa com Maple Finance começou em 2025

O conflito citado por Corefrontline remonta a 2025. Na ocasião, a Core Foundation acusou a Maple Finance, protocolo de empréstimos, de violar acordos de confidencialidade e exclusividade relacionados a uma parceria de rendimento com Bitcoin. A Maple negou as acusações.

Em novembro de 2025, um tribunal das Ilhas Cayman concedeu uma medida judicial que restringiu o lançamento planejado do syrupBTC pela Maple e determinadas operações envolvendo tokens CORE. A decisão representou uma etapa da disputa, sem estabelecer no material fornecido uma admissão de responsabilidade por qualquer das partes.

Acordo encerrou conflito sem admissão de responsabilidade

Em maio de 2026, as partes chegaram a um acordo para resolver a disputa. Seus termos permaneceram confidenciais e nenhuma delas admitiu responsabilidade. Por essa razão, não é possível atribuir obrigações específicas ou pagamentos ao entendimento alcançado.

A referência ao caso no debate atual mostra que participantes da comunidade continuam considerando episódios anteriores ao avaliar a governança da Core. Contudo, a resolução da disputa com Maple Finance e a transferência de funções dos colaboradores são acontecimentos distintos. O material não apresenta evidências de que o acordo tenha determinado as saídas de Rines e Sedo.

Próximas etapas dependem de informações adicionais

A Core DAO afirma ter concluído a passagem da produção de blocos para validadores independentes e pretende ampliar a participação comunitária em outras funções. Ainda faltam detalhes públicos sobre substituições, prazos, quantidade futura de operadores e distribuição das atribuições restantes.

O histórico recente inclui a atualização emergencial após recompensas excessivas e questionamentos sobre transparência de alocações. A saída de Rines e Sedo marca uma mudança organizacional anunciada, mas seu alcance mais amplo dependerá das responsabilidades efetivamente transferidas e das informações que o projeto divulgar. Por enquanto, é possível distinguir a transferência operacional já comunicada das etapas de governança que permanecem previstas.

 

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