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 Solana cai para US$ 110 enquanto ETFs registram quarto dia de saídas

Solana cai para US$ 110 enquanto ETFs registram quarto dia de saídas

A Solana permanece sob pressão nesta sexta-feira, 9 de outubro, depois de perder a região de US$ 116 e ampliar a correção que afastou o SOL das máximas recentes. A criptomoeda chegou à faixa de US$ 110 enquanto investidores acompanham uma sequência de retiradas dos ETFs spot americanos.

Os fundos de Solana registraram aproximadamente US$ 3,3 milhões em saídas líquidas na sessão de quinta-feira. Foi o quarto pregão consecutivo com saldo negativo.

Nos últimos cinco dias de negociação, as retiradas líquidas chegaram a aproximadamente US$ 19,7 milhões. Apesar disso, os ETFs ainda administram cerca de US$ 1,74 bilhão e acumulam aproximadamente US$ 1,59 bilhão em entradas desde o lançamento.

A pressão institucional contrasta com os dados da própria blockchain.

O número de endereços ativos da Solana cresceu nas últimas semanas, a quantidade de novas carteiras aumentou e a oferta de stablecoins na rede permanece acima de US$ 15 bilhões.

Essa divergência cria a principal questão para o SOL nesta sexta-feira: a expansão da atividade da rede será suficiente para construir suporte ou as saídas dos fundos e a fraqueza geral do mercado cripto levarão o preço para níveis mais baixos?

SOL perde suporte de US$ 116 durante correção

A deterioração técnica ganhou força quando a Solana perdeu a região de US$ 116.

Esse nível havia funcionado como suporte durante as negociações recentes, mas os vendedores conseguiram levar o preço abaixo dele na quinta-feira.

O SOL chegou a negociar próximo de US$ 110 durante a continuação da correção.

A queda afasta a criptomoeda da faixa entre US$ 120 e US$ 125 observada no final de setembro e no início de outubro.

A distância em relação aos US$ 125 já supera 10%.

Isso não significa que toda a recuperação anterior tenha sido anulada.

A Solana continua significativamente acima das mínimas registradas no meio do ano, mas a estrutura de curto prazo perdeu força.

Para melhorar novamente esse cenário, os compradores precisam primeiro recuperar a região de US$ 116.

ETFs registram quarto dia consecutivo de retiradas

Os fluxos institucionais reforçam a pressão observada no mercado à vista.

Os ETFs spot americanos de Solana registraram aproximadamente US$ 3,3 milhões em saídas líquidas em 8 de outubro.

Foi o quarto dia consecutivo de retiradas.

A sequência começou em 5 de outubro, quando os fundos perderam cerca de US$ 9,2 milhões.

No dia seguinte, as saídas ficaram próximas de US$ 3,7 milhões. Em 7 de outubro, outros US$ 4,8 milhões deixaram os produtos.

A sessão de quinta-feira adicionou mais US$ 3,3 milhões ao movimento.

Considerando os últimos cinco pregões, o saldo ficou negativo em aproximadamente US$ 19,7 milhões.

A sequência mostra uma redução clara da demanda institucional no início de outubro, principalmente quando comparada às fortes entradas observadas durante setembro.

Bitwise concentra a maior saída da sessão

Os movimentos de quinta-feira não foram iguais entre todos os fundos.

O Bitwise Solana Staking ETF registrou aproximadamente US$ 5,3 milhões em saídas líquidas.

Esse valor foi parcialmente compensado por entradas em outros produtos.

O ETF da Morgan Stanley recebeu aproximadamente US$ 1,8 milhão, enquanto o fundo da Invesco registrou uma entrada próxima de US$ 164 mil.

Os demais produtos acompanhados não apresentaram movimentações líquidas relevantes durante a sessão.

A composição é importante porque mostra que não houve uma retirada uniforme de todos os veículos de investimento em Solana.

Alguns fundos continuam recebendo capital.

Entretanto, as entradas não foram suficientes para compensar os resgates registrados no produto da Bitwise, deixando o saldo total novamente negativo.

Fundos ainda acumulam US$ 1,59 bilhão em entradas

A sequência recente de retiradas precisa ser colocada em uma perspectiva mais ampla.

Apesar dos quatro dias consecutivos de saídas, os ETFs americanos de Solana ainda acumulam aproximadamente US$ 1,59 bilhão em entradas líquidas desde seus lançamentos.

Os ativos líquidos dos fundos permanecem próximos de US$ 1,74 bilhão.

Isso significa que a demanda institucional construída anteriormente continua muito maior do que as retiradas observadas nesta semana.

O problema está na mudança de direção.

Em setembro, os ETFs atraíram mais de US$ 270 milhões, tornando o mês um dos melhores desde o lançamento desses produtos.

Outubro começou de forma diferente.

Até agora, apenas uma sessão apresentou entrada líquida relevante, com aproximadamente US$ 1,3 milhão entrando nos fundos em 2 de outubro.

A continuidade das saídas determinará se outubro representa apenas uma pausa depois do forte mês anterior ou uma mudança mais duradoura no comportamento dos investidores.

Atividade da rede segue na direção oposta aos ETFs

Enquanto os fundos enfrentam retiradas, alguns indicadores da blockchain continuam avançando.

O crescimento da rede Solana aumentou de forma significativa desde o início de setembro.

A criação de novas carteiras chegou a aproximadamente 1,71 milhão por dia durante o período recente.

O número de endereços ativos diários também aumentou cerca de 58%, alcançando aproximadamente 4,27 milhões.

Esses números apresentam uma imagem diferente daquela observada nos ETFs.

Os fluxos dos fundos mostram uma redução recente da exposição de determinados investidores financeiros.

Os dados da blockchain indicam que usuários continuam criando carteiras e interagindo com a rede.

As duas tendências podem existir simultaneamente porque medem grupos completamente diferentes.

Os ETFs representam principalmente uma porta de entrada para investidores tradicionais. Os endereços ativos medem a utilização direta da infraestrutura da Solana.

Stablecoins na Solana superam US$ 15 bilhões

A expansão também aparece no mercado de stablecoins.

Mais de 14 milhões de endereços na Solana possuem atualmente algum saldo em stablecoins.

No final de 2024, esse número estava abaixo de 4 milhões.

A oferta total de stablecoins na blockchain supera US$ 15 bilhões.

Esse crescimento é relevante porque stablecoins são utilizadas em negociações, pagamentos, aplicações DeFi e transferências entre diferentes protocolos.

Uma oferta maior não garante automaticamente valorização do SOL.

Ela pode, porém, indicar que mais capital está utilizando a infraestrutura da rede.

Para o mercado, a questão é se essa expansão da atividade econômica pode eventualmente compensar a redução recente da demanda pelos ETFs.

No curto prazo, o preço mostra que essa compensação ainda não aconteceu.

Solana DvP tenta aproximar rede do mercado institucional

Outro desenvolvimento recente envolve a infraestrutura institucional da Solana.

A Solana Foundation lançou nesta semana o Solana DvP, uma estrutura de delivery-versus-payment voltada para liquidação de ativos tokenizados.

O modelo permite que a transferência do ativo e o pagamento sejam executados de forma atômica.

Na prática, as duas partes da operação precisam ocorrer juntas. Caso uma delas não seja concluída, a outra também não é finalizada.

Esse mecanismo busca reduzir o risco de contraparte presente em processos nos quais o ativo pode ser entregue antes do pagamento ou vice-versa.

A estrutura pode ser utilizada com ativos construídos tanto no padrão SPL Token quanto no Token-2022.

O desenvolvimento reforça a tentativa da Solana de ampliar sua utilização além das negociações tradicionais de criptomoedas.

JPMorgan participou das discussões sobre requisitos

O desenvolvimento do Solana DvP também contou com contribuições relacionadas às necessidades do mercado financeiro tradicional.

A JPMorgan participou das discussões sobre requisitos de liquidação institucional.

Entre os pontos analisados estavam isolamento de ativos em custódia temporária, prazos para execução das transações e funcionalidades necessárias para emissores regulados.

A participação não significa que a instituição tenha adotado obrigatoriamente a infraestrutura para suas próprias operações.

Ela mostra, porém, que o desenvolvimento levou em consideração necessidades presentes em processos institucionais reais.

Esse tipo de colaboração pode se tornar relevante caso a tokenização de títulos, fundos e outros ativos continue crescendo.

Para o SOL, entretanto, o impacto fundamental dependerá da utilização efetiva da infraestrutura.

O lançamento de uma ferramenta não garante que grandes volumes serão imediatamente processados por ela.

Fundamentos positivos ainda não impediram queda do SOL

A divergência entre desenvolvimento da rede e preço é uma das características mais importantes da situação atual.

Solana possui novos projetos de infraestrutura, crescimento dos endereços ativos e uma economia de stablecoins superior a US$ 15 bilhões.

Mesmo assim, o SOL perdeu a região de US$ 116 e caiu para perto de US$ 110.

Isso mostra que fundamentos positivos de longo prazo não determinam necessariamente o comportamento do preço durante períodos mais curtos.

O mercado também responde à liquidez, aos fluxos dos ETFs, às posições em derivativos e ao ambiente macroeconômico.

No momento, esses fatores estão exercendo pressão suficiente para superar o impacto das notícias positivas relacionadas à rede.

A situação pode mudar caso os fluxos institucionais se estabilizem.

Até lá, o preço continua exigindo confirmação antes de qualquer leitura mais otimista.

Mercado cripto continua pressionado pelos juros americanos

A Solana também enfrenta um ambiente externo desfavorável.

Os rendimentos dos títulos americanos continuam elevados, apesar de alguma melhora observada nesta sexta-feira.

Os Treasuries de longo prazo atingiram recentemente níveis que não eram observados havia mais de duas décadas.

Esse cenário aumenta a competição entre criptomoedas e ativos tradicionais.

Quando títulos do governo oferecem rendimentos elevados, investidores podem obter retornos relevantes sem assumir a volatilidade característica do mercado cripto.

A pressão é especialmente importante para altcoins.

Ativos como Solana geralmente apresentam movimentos mais amplos do que o Bitcoin quando o apetite global por risco diminui.

A correção recente do SOL precisa, portanto, ser analisada dentro dessa redução mais ampla de exposição a ativos voláteis.

Bitcoin abaixo de US$ 83 mil limita recuperação das altcoins

O comportamento do Bitcoin continua sendo outro obstáculo.

A maior criptomoeda do mercado permanece abaixo da região de US$ 83 mil depois de perder esse suporte durante a semana.

Quando o Bitcoin apresenta dificuldades para recuperar níveis importantes, altcoins frequentemente enfrentam uma pressão ainda maior.

Isso ocorre porque parte dos investidores reduz primeiro as posições consideradas mais arriscadas.

Solana não é exceção.

A queda do SOL para a região de US$ 110 aconteceu simultaneamente à deterioração do Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas de grande capitalização.

Uma estabilização do BTC poderia melhorar as condições para uma recuperação das altcoins.

Uma nova queda do Bitcoin aumentaria o risco de que o SOL teste suportes inferiores.

US$ 110 se torna a primeira região a ser defendida

Depois da perda dos US$ 116, a região de US$ 110 passou a concentrar a atenção de curto prazo.

O nível possui importância psicológica e fica próximo das mínimas registradas durante a correção recente.

Uma defesa dessa região poderia permitir uma fase de consolidação.

Nesse cenário, compradores precisariam mostrar capacidade de absorver as vendas sem permitir novas mínimas significativas.

O comportamento dos ETFs ajudaria a confirmar essa leitura.

Uma estabilização do preço acompanhada pelo fim da sequência de saídas dos fundos seria um sinal mais construtivo do que uma recuperação isolada durante algumas horas.

Uma perda clara dos US$ 110 produziria uma configuração diferente.

Nesse caso, o mercado passaria a observar níveis técnicos mais baixos.

Supertrend próximo de US$ 107 entra no radar

Um dos níveis técnicos acompanhados no gráfico diário está próximo de US$ 107.

O Supertrend diário estava situado em aproximadamente US$ 107,22 durante a correção.

Apesar da queda abaixo dos US$ 116, o indicador ainda não havia perdido completamente sua estrutura positiva no gráfico diário.

Isso cria uma diferença entre o curto e o médio prazo.

No curto prazo, a Solana apresenta enfraquecimento evidente.

Em uma janela mais ampla, a tendência ainda possui uma região adicional de suporte antes de uma deterioração técnica mais significativa.

Uma queda até US$ 107 representaria um teste importante.

Se compradores reagirem nessa faixa, o movimento poderia permanecer como uma correção dentro de uma estrutura maior.

Uma perda consistente aumentaria o risco de continuidade em direção aos US$ 106 e posteriormente a suportes inferiores.

US$ 106 representa o próximo suporte técnico

A região de US$ 106 aparece como outra referência caso os US$ 110 sejam perdidos.

Analistas técnicos passaram a observar esse nível depois que o SOL rompeu o antigo suporte de US$ 116.

A distância entre US$ 110 e US$ 106 é relativamente pequena para um ativo com a volatilidade histórica da Solana.

Isso significa que uma sessão de vendas mais intensas poderia levar o preço rapidamente até essa região.

O nível não deve, entretanto, ser tratado como uma meta garantida.

Para que o cenário ganhe força, o mercado precisaria primeiro confirmar a perda dos US$ 110.

Fluxos negativos adicionais nos ETFs e nova fraqueza do Bitcoin aumentariam essa possibilidade.

Uma recuperação do mercado cripto poderia impedir que o teste aconteça.

Recuperar US$ 116 mudaria a leitura de curto prazo

No cenário positivo, a primeira tarefa dos compradores está claramente definida.

A Solana precisa recuperar a região de US$ 116.

Esse nível funcionava como suporte e agora pode atuar como resistência.

Uma recuperação intradiária acima dele não seria suficiente.

O mercado precisaria permanecer sobre a região para mostrar que a quebra anterior foi absorvida.

Se isso acontecer, a faixa entre US$ 120 e US$ 125 voltaria gradualmente ao radar.

Essa região foi negociada durante o final de setembro e o início de outubro antes da correção atual.

Um retorno acima de US$ 125 teria um peso técnico maior, pois indicaria que o SOL conseguiu recuperar completamente a faixa perdida.

Antes disso, a estrutura permanece mais defensiva.

Fluxos dos ETFs serão decisivos nas próximas sessões

O comportamento institucional pode ajudar a diferenciar uma correção temporária de uma mudança mais importante.

Os ETFs registraram quatro dias consecutivos de saídas, mas o tamanho diário das retiradas diminuiu em relação ao início da sequência.

Os US$ 3,3 milhões retirados na quinta-feira ficaram abaixo dos US$ 9,2 milhões registrados na segunda.

Além disso, dois fundos ainda receberam capital durante a sessão.

Isso não confirma uma reversão.

Mostra apenas que o movimento não é uniforme.

Uma sessão de entradas líquidas encerraria a sequência negativa e poderia melhorar o sentimento, principalmente se coincidir com uma recuperação do SOL acima dos US$ 116.

Novas retiradas manteriam a pressão.

O impacto seria maior caso os valores diários começassem novamente a aumentar.

Solana enfrenta divergência entre crescimento da rede e demanda dos ETFs

A Solana chega ao dia 9 de outubro com dois sinais bastante diferentes.

No mercado, o SOL caiu para perto de US$ 110 depois de perder o suporte de US$ 116. Os ETFs spot americanos registraram aproximadamente US$ 3,3 milhões em saídas na quinta-feira e completaram quatro pregões consecutivos de retiradas.

Nos últimos cinco dias de negociação, o saldo negativo chegou a aproximadamente US$ 19,7 milhões.

Os fundamentos da rede apresentam uma imagem diferente.

Os endereços ativos diários chegaram a aproximadamente 4,27 milhões, a criação de novas carteiras acelerou e mais de 14 milhões de endereços possuem stablecoins. A oferta desses ativos na blockchain já supera US$ 15 bilhões.

O lançamento do Solana DvP adiciona ainda uma nova tentativa de aproximar a infraestrutura da rede das necessidades do mercado financeiro institucional.

Essa divergência não permite concluir automaticamente que o preço está barato ou que uma recuperação é iminente.

Ela mostra que a utilização da rede e o comportamento dos investidores financeiros estão seguindo direções diferentes.

No cenário negativo, uma perda dos US$ 110 aumentaria a atenção sobre US$ 107 e US$ 106.

No cenário de recuperação, o SOL precisa primeiro defender a região atual e posteriormente retomar os US$ 116. O retorno das entradas nos ETFs fortaleceria esse movimento.

Por enquanto, o teste principal não está apenas no preço. As próximas sessões mostrarão se o crescimento da atividade da Solana consegue coexistir com uma redução temporária da demanda institucional ou se a sequência de retiradas dos ETFs continuará pressionando o SOL para níveis mais baixos.

 

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