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 Xiaomi e Huawei apostam em chips próprios antes da possível estreia do iPhone dobrável

Xiaomi e Huawei apostam em chips próprios antes da possível estreia do iPhone dobrável

Xiaomi e Huawei escolheram a mesma semana do próximo grande evento da Apple para apresentar novos smartphones dobráveis, mas a disputa não está concentrada apenas no formato das telas. As duas gigantes chinesas também colocaram seus próprios avanços em semicondutores no centro dos lançamentos, tentando demonstrar que conseguem competir em uma categoria premium com mais controle sobre a tecnologia que alimenta seus aparelhos.

A Xiaomi apresentou o Xiaomi 18 Fold, um smartphone dobrável do tamanho aproximado de um passaporte e com conceito semelhante ao Galaxy Z Fold8 da Samsung. A Huawei lançou o Mate XT2, terceira geração do modelo trifold que a própria empresa ajudou a popularizar. Ao mesmo tempo, destacou uma nova técnica de semicondutores chamada LogicFolding, enquanto a Xiaomi afirmou que seu aparelho usa o processador XRing O3.

Os lançamentos aconteceram na segunda-feira, poucos dias antes do evento da Apple marcado para quarta. A empresa americana é esperada, embora ainda sem confirmação oficial nas informações fornecidas, para revelar seu primeiro iPhone dobrável. Esse possível lançamento pode alterar rapidamente a competição tanto no mercado global quanto na China, onde Huawei já controla mais de dois terços da categoria.

As empresas chinesas querem entrar na comparação antes da Apple

A proximidade entre os lançamentos não é vista como coincidência.

Francisco Jeronimo, vice-presidente da IDC responsável por dispositivos móveis, afirmou que essas fabricantes sabiam que a Apple estava se preparando para lançar um dobrável.

Por isso, a estratégia foi chegar primeiro.

O objetivo não seria apenas anunciar antes, mas garantir que os produtos estejam disponíveis quando o modelo da Apple chegar às lojas.

Nesse momento, o consumidor poderá comparar diretamente diferentes aparelhos.

A decisão transforma o calendário em uma arma competitiva. Se Xiaomi e Huawei esperassem a apresentação da Apple, correriam o risco de deixar a companhia americana dominar sozinha a primeira onda de atenção.

Ao lançar antes, elas entram no mesmo ciclo de discussão.

Xiaomi tenta fortalecer sua posição com o XRing O3

A Xiaomi afirmou que o Xiaomi 18 Fold utiliza seu mais novo processador para smartphones, o XRing O3.

Segundo a companhia, o chip é fabricado com um processo avançado.

A fonte não apresenta benchmarks de desempenho, consumo de energia ou comparação direta com chips de Apple, Qualcomm, Samsung ou Huawei.

Por isso, não é possível afirmar que o XRing O3 tenha desempenho superior ou equivalente a outros processadores premium.

O dado relevante é estratégico: Xiaomi está destacando um chip próprio dentro de um aparelho dobrável de alto nível.

Isso aumenta seu controle sobre uma parte importante do produto e fortalece sua identidade como desenvolvedora de tecnologia, não apenas montadora de componentes.

Huawei apresenta o LogicFolding no Mate XT2

A Huawei também usou seu lançamento para destacar tecnologia própria de semicondutores.

O Mate XT2 é apresentado como o primeiro dispositivo a utilizar uma técnica chamada LogicFolding.

A empresa afirma que essa abordagem foi desenvolvida para mover sinais elétricos dentro de um chip.

O material não entra em detalhes técnicos suficientes para avaliar como o LogicFolding funciona em comparação com métodos convencionais.

Também não fornece números de eficiência ou velocidade.

Assim, o principal ponto confirmado é que Huawei está associando sua terceira geração de smartphone trifold a uma nova técnica própria de semicondutores.

Isso reforça o papel da engenharia interna em sua estratégia.

A disputa pelo dobrável também virou uma disputa por independência tecnológica

O momento dos dois anúncios mostra que a competição premium não depende apenas da aparência dos aparelhos.

Xiaomi e Huawei estão tentando demonstrar capacidade própria em chips no mesmo momento em que desafiam Samsung e se preparam para uma possível entrada da Apple.

Essa combinação é particularmente importante porque Apple já construiu grande parte de sua estratégia de hardware em torno de processadores desenvolvidos internamente.

A fonte não afirma que as empresas chinesas atingiram o mesmo nível de integração.

Mas os anúncios mostram uma direção semelhante: controlar mais componentes estratégicos dentro dos próprios produtos.

Em um mercado de smartphones dobráveis caros, isso também funciona como argumento de diferenciação.

Xiaomi segue um formato mais próximo ao modelo dominante

O Xiaomi 18 Fold utiliza uma abordagem visual mais familiar.

O dispositivo é descrito como parecido com o Galaxy Z Fold8 da Samsung, lançado anteriormente em 2026.

Essa estrutura permite que Xiaomi concorra diretamente na categoria de dobráveis em formato de livro, que já é conhecida por consumidores que acompanham os aparelhos da Samsung.

A empresa também tem a vantagem de escala.

Xiaomi é atualmente a terceira maior fabricante de smartphones do mundo.

Isso significa que sua entrada em um novo ciclo de dobráveis não vem de uma empresa pequena buscando um nicho.

Ela já possui presença global suficiente para disputar atenção com as maiores marcas.

Huawei escolheu diferenciar o formato

A Huawei segue um caminho mais distinto com o Mate XT2.

O aparelho representa a terceira geração de sua linha trifold.

Em vez de simplesmente copiar o modelo convencional de duas partes, a empresa continua apostando em um dispositivo que dobra em mais de um ponto.

A Huawei foi pioneira nesse formato e agora tenta transformar essa vantagem de experiência em diferenciação.

A fonte não fornece detalhes adicionais sobre dimensões, preço ou desempenho do Mate XT2.

Por isso, a análise deve permanecer limitada àquilo que está confirmado: trata-se de uma terceira geração trifold e utiliza a nova técnica LogicFolding anunciada pela companhia.

Huawei já domina o mercado chinês de dobráveis

A posição da Huawei é especialmente forte dentro da China.

A empresa responde por mais de dois terços do mercado de smartphones dobráveis no país.

Isso significa que uma eventual entrada da Apple encontrará um concorrente local estabelecido.

Globalmente, o principal adversário da Apple será Samsung.

Na China, o cenário é diferente.

Apple enfrentará Huawei e outras empresas chinesas que já oferecem vários tipos de dobráveis.

Essa divisão mostra que a competição não terá a mesma estrutura em todas as regiões.

Apple ainda pode gerar uma grande onda de upgrades na China

Mesmo com a liderança local da Huawei, analistas acreditam que um iPhone dobrável pode ter demanda significativa entre consumidores chineses.

Neil Shah, parceiro da Counterpoint Research, afirmou que consumidores chineses aspiracionais provavelmente terão interesse no novo dispositivo da Apple.

Ele também prevê muitos upgrades dentro da base existente de usuários de iPhone na China.

Esse ponto é importante porque Apple não precisaria conquistar toda sua participação tirando clientes da Huawei.

Uma grande parcela das vendas pode vir de pessoas que já usam iPhone e estão esperando uma nova categoria de hardware.

Nesse cenário, o dobrável funcionaria como um novo ciclo de substituição dentro do ecossistema existente.

Existe demanda reprimida entre usuários da Apple

Shah também acredita que existe demanda significativa por um iPhone dobrável dentro da comunidade Apple em geral.

Segundo ele, muitos usuários interessados em dobráveis evitaram trocar para Samsung.

Alguns fizeram a mudança, mas poderiam voltar se a Apple apresentar um produto considerado suficientemente atraente.

Essa leitura ajuda a explicar por que fabricantes rivais estão reagindo antes mesmo de a Apple confirmar formalmente o aparelho.

Um concorrente tradicional teria de construir uma nova base de clientes.

Apple pode entrar com milhões de usuários já interessados no produto.

Esse potencial torna o lançamento relevante mesmo que a companhia chegue vários anos depois das primeiras gerações dobráveis.

Counterpoint prevê 6 milhões de unidades ainda este ano

A Counterpoint Research estima que Apple pode vender aproximadamente 6 milhões de iPhones dobráveis em 2026.

Esse volume daria à empresa cerca de 25% do mercado global de smartphones dobráveis.

Em 2027, a participação poderia chegar a 40%, segundo a consultoria.

Esses números são projeções.

A Apple ainda não anunciou oficialmente o aparelho no material fornecido.

Portanto, as estimativas não devem ser tratadas como vendas confirmadas.

Elas mostram, porém, o tamanho do impacto que analistas acreditam ser possível se a empresa realmente entrar no segmento.

Samsung continua sendo a referência global

A Samsung iniciou sua trajetória com smartphones dobráveis em 2019.

Desde então, tornou-se a empresa dominante globalmente nessa categoria.

Seu Galaxy Z Fold8 foi lançado em julho deste ano, dando à companhia mais uma geração disponível antes do possível primeiro modelo dobrável da Apple.

Essa experiência oferece uma vantagem evidente em tempo de mercado.

A Samsung já passou por várias gerações de desenvolvimento e possui uma linha reconhecida.

Apple, caso entre agora, começará sua primeira geração enfrentando um concorrente que já está há anos no segmento.

Ainda assim, as projeções da Counterpoint sugerem que a força da base instalada da Apple poderia compensar parte dessa diferença.

O mercado cresce apesar dos preços elevados

Smartphones dobráveis continuam entre os aparelhos mais caros disponíveis.

Mesmo assim, a categoria segue apresentando forte crescimento.

Isso torna o momento especialmente atraente para fabricantes que já competem no segmento premium.

Consumidores interessados em dobráveis aceitam avaliar dispositivos com preços elevados em troca de um formato diferente.

A fonte não fornece números absolutos de crescimento do mercado, por isso não é possível quantificar a expansão além da descrição de que ela permanece forte.

A previsão de participação da Apple, entretanto, sugere que analistas esperam uma redistribuição significativa de vendas entre as principais marcas.

O consumidor agora terá mais opções para comparar

Depois da apresentação mais recente da Samsung em julho e dos lançamentos de Xiaomi e Huawei nesta semana, o número de alternativas disponíveis aumentou.

Essa variedade é exatamente o que Jeronimo, da IDC, destacou.

Os fabricantes querem garantir que seus modelos estejam presentes nas lojas quando o produto Apple aparecer.

A comparação pode envolver formatos diferentes.

Samsung e Xiaomi competem com modelos mais próximos do conceito tradicional Fold.

Huawei oferece uma arquitetura trifold.

Apple, se confirmar o lançamento, adicionará sua própria interpretação.

A disputa passa então a ser menos sobre quem inventou o dobrável e mais sobre quem apresenta a versão mais desejada pelo consumidor.

A entrada da Apple pode expandir o mercado e aumentar a pressão

Uma eventual participação de 25% não significaria necessariamente que toda venda da Apple viria diretamente de um concorrente.

A chegada da marca pode atrair consumidores que ainda não haviam comprado nenhum smartphone dobrável.

A fala de Shah sobre usuários Apple que estavam esperando indica exatamente essa possibilidade.

Ao mesmo tempo, qualquer crescimento da Apple dentro de uma categoria limitada naturalmente aumenta a pressão sobre fabricantes existentes.

Na China, Huawei terá de defender uma liderança superior a dois terços.

Globalmente, Samsung enfrentará um novo rival com enorme base instalada.

Xiaomi tentará usar seu tamanho e o novo XRing O3 para entrar nessa disputa.

O evento de quarta-feira continua sendo o ponto decisivo

Todo esse movimento competitivo depende de uma expectativa ainda não confirmada.

Apple realizará um evento na quarta-feira.

A empresa é amplamente esperada para apresentar seu primeiro iPhone dobrável, mas o material não confirma oficialmente o anúncio.

O dispositivo seria também um lançamento importante sob a liderança do novo CEO John Ternus.

Até que a Apple revele seus produtos, não é possível afirmar quais especificações, formato ou posicionamento terá o aparelho.

Também não se pode confirmar que as projeções de mercado da Counterpoint se tornarão realidade.

Xiaomi e Huawei, porém, decidiram não esperar.

A estratégia chinesa é ocupar o espaço antes que Apple defina a narrativa

Os lançamentos de segunda-feira garantem que qualquer discussão sobre um possível iPhone dobrável ocorra ao lado de produtos concorrentes recém-apresentados.

Huawei pode apontar para uma terceira geração trifold e o LogicFolding.

Xiaomi pode apresentar o Xiaomi 18 Fold e seu novo XRing O3.

Samsung já possui o Galaxy Z Fold8 no mercado.

Isso impede que a Apple entre em um espaço vazio.

Mesmo que a atenção do evento de quarta-feira seja enorme, consumidores terão referências concretas para comparação.

Para Huawei e Xiaomi, essa parece ser a principal vantagem de lançar antes.

Conclusão

Xiaomi e Huawei anteciparam seus novos smartphones dobráveis antes do evento da Apple, posicionando o Xiaomi 18 Fold e o Mate XT2 diretamente no centro da próxima disputa do mercado premium. Além dos novos formatos, as duas companhias também destacaram tecnologias próprias de semicondutores, com o XRing O3 da Xiaomi e o LogicFolding da Huawei.

A possível chegada do primeiro iPhone dobrável pode transformar rapidamente essa competição. A Counterpoint estima 6 milhões de unidades para a Apple ainda em 2026, equivalentes a cerca de 25% do mercado global, com possibilidade de avanço para 40% em 2027.

Ponto-chave final

A principal vantagem de Xiaomi e Huawei neste momento é chegar à comparação antes da Apple. Huawei já controla mais de dois terços do mercado chinês de dobráveis, Xiaomi possui escala global e ambas estão associando os novos aparelhos a tecnologias próprias de chips. Apple ainda precisa confirmar seu produto, mas o mercado já está se preparando como se sua entrada fosse capaz de alterar imediatamente o equilíbrio da categoria. Se o lançamento ocorrer, a próxima batalha dos dobráveis será travada simultaneamente em design, processadores, base instalada e capacidade de convencer consumidores premium a fazer um upgrade.

 

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