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 Ucrânia atinge 90 petroleiros russos no mar de Azov e intensifica isolamento da Crimeia ocupada

Ucrânia atinge 90 petroleiros russos no mar de Azov e intensifica isolamento da Crimeia ocupada

As forças ucranianas atingiram 90 petroleiros russos no mar de Azov desde 6 de julho, segundo a avaliação de 12 de julho de 2026 do Institute for the Study of War. Essa campanha marca uma nova fase nos esforços ucranianos para isolar a Crimeia ocupada da rede logística russa, mirando não apenas infraestruturas terrestres, mas também rotas marítimas usadas por Moscou para transportar petróleo, derivados e contornar sanções.

O Estado-Maior ucraniano e o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, major Robert “Magyar” Brovdi, relataram que a Ucrânia atingiu 14 embarcações no mar de Azov na noite de 11 para 12 de julho. Entre elas estavam quatro balsas e dez petroleiros usados pela Rússia para transportar petróleo e produtos refinados.

Esses ataques fazem parte de uma campanha mais ampla contra a logística energética russa. A Ucrânia também atingiu refinarias, depósitos de combustível, subestações elétricas, trens de combustível e hubs logísticos na Rússia, nos territórios ocupados do Donbass e na Crimeia. O objetivo é claro: complicar o abastecimento russo, reduzir a capacidade de adaptação de Moscou e tornar a ocupação da Crimeia mais cara.

Nova fase no isolamento da Crimeia

O mar de Azov tornou-se um espaço estratégico na guerra logística entre Ucrânia e Rússia. Ao atingir 90 petroleiros russos desde 6 de julho, Kyiv não mira apenas navios isolados. Busca perturbar um sistema de transporte marítimo que sustenta o abastecimento russo de combustível e reforça a resiliência da Crimeia ocupada.

A Rússia usa rotas marítimas no mar de Azov para transportar produtos petrolíferos, contornar certas restrições logísticas e reduzir sua dependência de ligações terrestres vulneráveis. A intensificação dos ataques ucranianos mostra que Kyiv quer impedir Moscou de se adaptar aos ataques contra infraestruturas terrestres.

Os ataques anteriores da Ucrânia contra rotas logísticas entre a Rússia e a Crimeia ocupada já provocaram graves escassezes de gasolina. Ao atacar agora os transportes marítimos, a Ucrânia amplia a pressão e torna mais difícil a compensação por outros canais.

Essa lógica é central: a guerra não se decide apenas na linha de frente, mas também na capacidade de cada lado de abastecer, reparar, movimentar e sustentar suas forças.

Petroleiros russos viram alvos prioritários

Petroleiros e navios que transportam derivados tornaram-se alvos importantes porque sustentam diretamente o esforço de guerra russo. Combustível é indispensável para veículos blindados, caminhões logísticos, geradores, sistemas de transporte, operações aéreas e movimentação de tropas.

Ao atacar embarcações usadas para transportar petróleo e produtos refinados, a Ucrânia busca limitar a mobilidade russa e criar restrições na retaguarda operacional. Mesmo que cada ataque não destrua totalmente um navio, pode aumentar custos, atrasar entregas, forçar mudanças de rota e complicar seguro ou disponibilidade de tripulações.

As balsas atingidas também são importantes. Elas podem transportar material, veículos, pessoal ou cargas críticas. Sua neutralização reduz as opções russas em uma área onde ligações terrestres e marítimas já estão sob pressão.

A campanha ucraniana sinaliza, portanto, uma mudança de escala: a frota logística russa no mar de Azov já não é uma retaguarda segura.

Milbloggers russos criticam falhas da defesa aérea

Os ataques ucranianos também alimentam preocupações de milbloggers russos sobre a insuficiência das defesas aéreas de Moscou. Segundo o ISW, vários comentaristas russos reconheceram que a Rússia tem dificuldade para proteger seus navios, refinarias, depósitos e subestações contra drones ucranianos.

Um milblogger russo denunciou a “negligência flagrante” de autoridades russas e avaliou que Moscou não conseguirá corrigir rapidamente as falhas atuais. Também afirmou que a marinha russa não consegue defender de forma confiável os navios no mar de Azov por causa da inércia burocrática.

Outro comentarista ligado ao Kremlin destacou a ausência de um sistema unificado de proteção de embarcações. Segundo ele, a Rússia precisa de um dispositivo único que coordene grupos móveis de tiro em portos e petroleiros, vigilância constante de rotas e dispersão de comboios de petroleiros.

Essas críticas são importantes porque vêm de fontes favoráveis à Rússia. Mostram que os ataques ucranianos não produzem apenas efeitos materiais, mas também impacto psicológico e informacional sobre o aparato militar russo.

Modelo soviético de defesa aérea mostra limites

Outro milblogger russo afirmou que a Rússia ainda se apoia em um modelo de defesa aérea herdado da era soviética, criado para enfrentar pesados ataques de mísseis, mas mal adaptado a pequenos drones ucranianos voando em baixa altitude.

Essa crítica toca em um problema estrutural. Campanhas modernas de drones impõem uma lógica diferente dos conflitos clássicos de alta intensidade. Um sistema de defesa aérea pode ser eficiente contra aviões ou mísseis mais pesados, mas vulnerável a drones baratos, numerosos, dispersos e difíceis de detectar.

A Ucrânia explora exatamente essa falha. Seus ataques de longo e médio alcance contra infraestruturas energéticas, militares e logísticas russas obrigam Moscou a defender um espaço enorme com sistemas que nem sempre estão adaptados à ameaça.

Os apelos russos para desenvolver grupos móveis de tiro e equipes de interceptação de drones mostram que Moscou entende o problema, mas não necessariamente consegue resolvê-lo rapidamente.

Refinaria de Syzran atingida a 800 quilômetros do front

Na noite de 11 para 12 de julho, as forças ucranianas continuaram sua campanha de ataques de longo alcance contra infraestruturas petrolíferas russas. Autoridades militares ucranianas relataram um ataque contra a refinaria de Syzran, no oblast de Samara, a cerca de 800 quilômetros da linha de frente.

Segundo o Estado-Maior ucraniano, essa refinaria tem capacidade de cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produz gasolina, diesel, combustível de aviação e outros derivados destinados ao exército russo. Imagens geolocalizadas publicadas em 12 de julho mostraram incêndios e colunas de fumaça no local.

O governador do oblast de Samara, Vyacheslav Fedorishchev, reconheceu que drones ucranianos atingiram uma instalação industrial não especificada na região.

Esse ataque é significativo pela distância e pela natureza do alvo. Mostra que a Ucrânia continua capaz de atingir infraestruturas energéticas profundas dentro da Rússia, complicando a segurança de locais que Moscou antes considerava relativamente protegidos.

Ust-Luga e Tver confirmam escala da campanha

A Ucrânia também publicou avaliações de danos de ataques recentes em território russo. Segundo o Estado-Maior ucraniano, o ataque de 10 de julho contra a refinaria Novatek de Ust-Luga, no oblast de Leningrado, danificou a unidade de refino de petróleo.

Esse alvo fica a cerca de 1.100 quilômetros da fronteira internacional, destacando o alcance crescente das capacidades ucranianas. Imagens de satélite de 12 de julho também mostraram que o ataque ucraniano de 9 de julho contra o depósito petrolífero Tverskaya Neftobaza, na cidade de Tver, destruiu três tanques de combustível.

Esses ataques mostram uma campanha sistemática. A Ucrânia não se limita a uma zona ou a um tipo de alvo. Mira refinarias, depósitos, transportes marítimos, trens, subestações e infraestrutura ligada ao combustível.

A mensagem estratégica é que a Rússia agora precisa defender toda uma cadeia energética, da produção ao transporte, passando pelo armazenamento e distribuição.

Operação Hell contra hub logístico russo

O 1º Corpo Azov da Guarda Nacional da Ucrânia anunciou em 12 de julho uma operação chamada “Hell”, uma campanha de ataques de drones em várias etapas contra um importante hub logístico russo no oblast ocupado de Donetsk.

Segundo o relatório, as forças russas haviam construído nos últimos anos uma rede de bases de combustível no oblast ocupado de Donetsk, acreditando que esses locais estavam seguros contra ataques ucranianos. A operação mirou uma instalação de armazenamento em Novoamvrosiivske, a cerca de 110 quilômetros da linha de frente, para onde o combustível era enviado por ferrovia.

A Ucrânia teria primeiro atingido um guindaste ferroviário usado para liberar os trilhos, depois uma locomotiva a diesel para bloquear a ligação ferroviária com a base. Em seguida, as forças ucranianas atacaram a subestação elétrica que alimentava a instalação e, por fim, os tanques de combustível e outras infraestruturas de armazenamento.

Essa sequência mostra uma abordagem metódica: neutralizar o reparo, cortar o transporte, privar o local de eletricidade e depois atingir o combustível.

Logística russa forçada a se deslocar

Segundo o 1º Corpo Azov, a Operação Hell já complicou significativamente a logística militar russa e forçou as tropas russas a parar de usar o nó logístico de Novoamvrosiivske. Parte dos suprimentos teria sido redirecionada para a Rússia.

Imagens geolocalizadas publicadas em 12 de julho confirmam ataques contra uma estação transformadora em Amvrosiivka, ao sul de Novoamvrosiivske, e contra um depósito de combustível a oeste de Novoamvrosiivske.

O deslocamento forçado da logística russa é um dos objetivos mais importantes dessas operações. Se a Rússia precisa afastar seus depósitos, alongar rotas de abastecimento e usar caminhos menos diretos, suas forças no front podem sofrer atrasos, escassez e custos adicionais.

A destruição total nem sempre é necessária. Às vezes, basta tornar um hub perigoso ou caro demais para ser usado.

Subestações no Donbass ocupado sob pressão

As forças ucranianas também continuaram seus ataques de médio alcance contra outras infraestruturas energéticas russas no oblast ocupado de Donetsk. O conselheiro do prefeito de Mariupol, Petro Andryushchenko, relatou que a Ucrânia atingiu a subestação Zorya-300 perto de Afiny e Kalchyk, a cerca de 100 quilômetros da linha de frente.

Imagens geolocalizadas publicadas em 11 de julho também mostram ataques contra subestações elétricas em Volnovakha, a cerca de 71 quilômetros do front, e Yenakiieve, a cerca de 40 quilômetros do front.

Esses ataques contra a eletricidade têm efeito operacional. Infraestruturas elétricas sustentam instalações militares, depósitos, comunicações, ferrovias, reparos, radares e sistemas logísticos.

Ao mirar subestações, a Ucrânia busca degradar o ambiente operacional russo nos territórios ocupados. Cortes de energia podem desacelerar o funcionamento de hubs militares e complicar a reparação de infraestruturas danificadas.

Crimeia ocupada sofre cortes de energia

Os ataques ucranianos contra infraestruturas energéticas na Crimeia ocupada continuam provocando cortes de energia e água. A fonte de oposição russa Sota relatou que empresas de serviços públicos na Crimeia ocupada continuavam informando interrupções após os ataques de 10 de julho contra subestações elétricas.

O operador energético de ocupação Krymenergo registrou cortes em Dzhankoi, Yany Kapu, Armyansk e em vários raions, incluindo Dzhankoiskyi, Krasnoperekopsky, Nyzhnohirskyi e Chernomorsky. Restrições de energia também foram impostas a Simferopol, Yalta, Sudak, Yevpatoriya, Saky e outros distritos.

O chefe de ocupação de Sevastopol, Mikhail Razvozhaev, introduziu restrições em 12 de julho, limitando o fornecimento de energia na cidade ocupada, provavelmente por causa dos recentes ataques ucranianos contra infraestrutura energética da Crimeia.

Essas perturbações reforçam o objetivo ucraniano de isolar a Crimeia e tornar sua manutenção mais difícil para Moscou.

Forças russas avançam na área de Kostyantynivka

Na frente terrestre, o ISW relata que as forças russas avançaram recentemente na área tática de Kostyantynivka-Druzhkivka. O observador militar ucraniano Kostyantyn Mashovets afirmou que tropas russas estabeleceram posição no leste de Kostyantynivka, entre a rua Teatralna e a rua Bulgakov, bem como ao longo da rua Minska.

Segundo Mashovets, as forças russas também avançaram ao norte da estação ferroviária de Kostyantynivka e combatem perto do parque Metalurh e do estádio Metalurh, no centro da cidade. Grupos russos também operam no oeste de Kostyantynivka, perto do posto Motto e do Hospital Municipal nº 1.

As forças ucranianas, porém, mantêm posições em uma área industrial entre o rio Kryvyi Torets e a rua Pravoberezhna, além de uma pequena cabeça de ponte no rio, no oeste da cidade.

A batalha de Kostyantynivka deve ser prolongada. Mashovets estima que os combates continuarão pelo menos até o fim de julho, e provavelmente em agosto.

Vegetação e ruínas favorecem infiltrações russas

Segundo Mashovets, a vegetação densa e as ruínas de edifícios na área de Kostyantynivka oferecem às forças russas possibilidades de ocultação e reduzem a eficácia das missões de drones ucranianos.

Esse ponto é taticamente relevante. Drones se tornaram essenciais para reconhecimento, ataques e vigilância do campo de batalha. Mas em ambientes urbanos degradados, com ruínas, folhagem e estruturas destruídas, sua eficácia pode ser limitada.

As forças russas podem explorar essas condições para infiltrar pequenos grupos, mover-se entre edifícios e dificultar a identificação de posições. O ISW também observa que Moscou conduz uma campanha intensa de apoio aéreo na região, incluindo bombas planadoras guiadas.

A batalha urbana combina, portanto, infantaria, artilharia, aviação, drones e terreno complexo. Isso explica por que os avanços costumam ser lentos, caros e difíceis de confirmar.

Rússia continua infiltrações no norte e no leste

No norte, forças ucranianas recentemente avançaram ou mantiveram posições no norte do oblast de Sumy, enquanto forças russas continuaram missões de infiltração. Imagens geolocalizadas mostram ataques russos contra forças ucranianas em Bachivsk, além de ataques ucranianos contra uma posição russa após o que o ISW avalia como uma infiltração.

No oblast de Kharkiv, forças russas também continuaram missões de infiltração em Kozacha Lopan e na direção de Velykyi Burluk. Imagens geolocalizadas mostram ataques ucranianos contra edifícios ocupados pelos russos e contra posições russas após infiltrações.

Essas ações nem sempre representam controle estável do terreno. O ISW destaca que a presença de pequenos grupos de infantaria russos não significa automaticamente ocupação consolidada.

Essa distinção é importante, porque declarações russas de progresso podem às vezes exagerar a realidade operacional.

Ataques russos de mísseis e drones continuam

Na noite de 11 para 12 de julho, as forças russas lançaram nove mísseis de cruzeiro guiados Kh-59/69, quatro mísseis antirradar Kh-31 e 115 drones Shahed, Gerbera, Italmas e drones-isca Parodiya contra a Ucrânia.

A Força Aérea ucraniana informou ter derrubado sete mísseis Kh-59/69 e 95 drones. Dois mísseis Kh-59/69 e 19 drones atingiram 12 locais, enquanto destroços caíram em outras 12 áreas.

Autoridades ucranianas disseram que drones russos atingiram infraestruturas residenciais, energéticas e de transporte nos oblasts de Chernihiv, Dnipropetrovsk e Kharkiv, além de infraestrutura portuária no oblast de Odesa.

O operador energético Chernihiv Oblenergo relatou que ataques russos contra infraestrutura energética no oblast de Chernihiv deixaram mais de 23.000 consumidores sem energia no raion de Nizhyn.

Zelensky anuncia mudanças no governo

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou mudanças futuras no Gabinete de Ministros, incluindo a realocação da atual primeira-ministra, Yulia Svyrydenko.

Zelensky afirmou que implementará mudanças de pessoal e que Svyrydenko será realocada para liderar uma nova iniciativa não especificada com um “parceiro-chave” não nomeado.

O presidente também disse que cada novo integrante do governo se concentrará na implementação de acordos entre a Ucrânia e seus parceiros. Entre as prioridades estão a produção de interceptores Patriot com licenças americanas e os esforços europeus para criar um sistema de defesa aérea antibalística.

Essas mudanças políticas ocorrem enquanto a Ucrânia intensifica seus ataques contra a logística russa, mas continua sob pressão constante de mísseis, drones e ofensivas russas em vários eixos.

O que mercados e observadores devem acompanhar

O primeiro ponto a observar é a campanha ucraniana contra os petroleiros russos no mar de Azov. Se os ataques continuarem, a capacidade russa de abastecer a Crimeia ocupada com combustível pode se deteriorar ainda mais.

O segundo ponto é a reação russa em defesa aérea. Milbloggers russos pedem sistemas mais unificados e móveis, mas Moscou pode ter dificuldade para adaptar rapidamente sua arquitetura.

O terceiro ponto é a situação energética na Crimeia ocupada. Cortes de energia e água podem indicar a eficácia crescente dos ataques ucranianos.

O quarto ponto é a batalha de Kostyantynivka. Os avanços russos na cidade e a capacidade ucraniana de manter certas posições serão decisivos nas próximas semanas.

O quinto ponto é a reorganização do governo ucraniano. A implementação de acordos de defesa aérea, especialmente em torno dos interceptores Patriot, pode influenciar a resiliência futura da Ucrânia.

Conclusão

A avaliação do ISW de 12 de julho de 2026 mostra uma guerra cada vez mais centrada em logística, energia e capacidade de adaptação. A Ucrânia atingiu 90 petroleiros russos no mar de Azov desde 6 de julho, enquanto continuou atacando refinarias, depósitos, trens, subestações e hubs logísticos.

Essas operações buscam isolar a Crimeia ocupada, perturbar rotas marítimas e terrestres russas e explorar falhas persistentes da defesa aérea russa. Paralelamente, as forças russas continuam suas ofensivas terrestres, especialmente na área de Kostyantynivka, e lançam grandes ataques de mísseis e drones contra infraestruturas ucranianas.

Ponto final

A campanha ucraniana contra petroleiros russos no mar de Azov representa uma evolução importante da guerra. Kyiv já não se limita a atacar rotas terrestres para a Crimeia ocupada: agora mira as rotas marítimas que permitem a Moscou compensar suas perdas logísticas. Se essa pressão continuar, a Rússia terá que defender mais navios, portos, refinarias e depósitos, enquanto seus próprios comentaristas reconhecem as falhas do sistema de defesa.

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