As 5 Ações para Observar Após os Resultados do 2º Trimestre de 2025
A temporada de resultados do segundo trimestre trouxe uma enxurrada de lucros corporativos, e os investidores estão digerindo os números com foco renovado nas projeções para o restante do ano. Em meio a um cenário macroeconômico instável — com inflação ainda elevada e cortes de juros adiados — algumas ações estão se destacando com movimentos expressivos.
Veja abaixo as 5 ações que merecem atenção redobrada nos próximos dias:
- Apple (AAPL): Receita estável, mas sinais de recuperação na China
- Último preço: US$ 219,33 (−0,24%)
- Receita do 2T: US$ 84,1 bilhões (estável ano a ano)
- Lucro por ação (EPS): US$ 1,33 (acima das estimativas)
Embora as vendas de iPhones tenham permanecido estáveis, os executivos da Apple destacaram crescimento no mercado chinês após a queda no trimestre anterior. O segmento de serviços cresceu 12%, enquanto o negócio de wearables teve leve recuperação.
“A Apple está encontrando um piso na China e isso anima os investidores,” disse Jessica Wu, analista da Wedbush.
Nível técnico a observar: resistência em US$ 223,50 — máxima histórica; suporte em US$ 213,80.
- Tesla (TSLA): Lucros pressionados por corte de preços
- Último preço: US$ 221,48 (−8,44%)
- Receita do 2T: US$ 24,1 bilhões
- EPS: US$ 0,76 (abaixo do esperado)
A Tesla enfrentou margens mais apertadas devido a cortes agressivos de preços, especialmente nos modelos vendidos na Europa. O crescimento de entregas foi de apenas 2% no trimestre, decepcionando o mercado.
A reação negativa fez a ação cair para seu menor nível em dois meses, embora Elon Musk tenha prometido melhorias em eficiência de produção e novos lançamentos para o final do ano.
- JPMorgan Chase (JPM): Força nos lucros com juros altos
- Último preço: US$ 176,10 (+1,28%)
- Receita do 2T: US$ 42,7 bilhões
- EPS: US$ 4,12
O banco superou as estimativas graças ao aumento nas receitas de juros, aproveitando o ambiente de taxas elevadas nos EUA. Apesar da desaceleração nos empréstimos, o segmento de gestão de fortunas e M&A compensou.
“O JPMorgan continua sendo uma rocha em meio à incerteza,” observou Mark Jones, estrategista do Citibank.
A ação rompeu resistência de curto prazo e pode buscar US$ 180 se o otimismo bancário continuar.
- Netflix (NFLX): Apostas em esportes e queda no churn
- Último preço: US$ 702,50 (+2,11%)
- Receita do 2T: US$ 10,1 bilhões
- EPS: US$ 4,86
A Netflix reportou queda no churn (cancelamento de assinaturas) e aumento de usuários em mercados emergentes. A plataforma também anunciou um acordo para transmissão de eventos esportivos regionais nos EUA, o que animou investidores.
O guidance para o 3T foi conservador, mas o mercado interpretou positivamente a nova estratégia de conteúdo.
- Palantir Technologies (PLTR): Forte demanda do setor público
- Último preço: US$ 28,17 (+4,92%)
- Receita do 2T: US$ 674 milhões
- EPS: US$ 0,08
A empresa de inteligência de dados continua ganhando contratos com governos da Europa e Ásia, impulsionando a receita anualizada. O segmento comercial cresceu menos, mas o mercado reagiu bem à diversificação internacional.
Com guidance elevado e discurso otimista dos executivos, a PLTR retomou tendência de alta de médio prazo.
Resumo: Onde estão as oportunidades agora?
| Ação | Tendência | Nível-chave | Comentário |
| Apple | Alta moderada | US$ 223,50 | Foco na China e serviços |
| Tesla | Baixa | US$ 212,00 | Riscos de margem e volume |
| JPMorgan | Alta | US$ 180 | Beneficiado por juros altos |
| Netflix | Alta | US$ 725 | Novo foco em esportes |
| Palantir | Alta | US$ 30 | Força em contratos públicos |
Conclusão
Com o segundo semestre em andamento, os investidores estão ajustando suas carteiras com base nas novas leituras de lucro, crescimento e risco. Apple e JPMorgan mostram resiliência, enquanto Tesla enfrenta pressão competitiva. Já Netflix e Palantir entregaram surpresas positivas e podem liderar ganhos em seus setores.