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 O bitcoin ainda não atingiu seu fundo real, e uma “grande tempestade” pode estar a caminho

O bitcoin ainda não atingiu seu fundo real, e uma “grande tempestade” pode estar a caminho

Enquanto parte do mercado começa a defender que o bitcoin já encontrou seu fundo e pode estar se preparando para uma reversão altista, nem todos os analistas concordam com essa leitura. Entre as vozes mais cautelosas, o analista cripto Marmot acredita exatamente no oposto: para ele, o mercado ainda não atingiu seu verdadeiro piso. Segundo sua análise, o bitcoin pode sofrer uma nova queda forte, potencialmente abaixo dos US$ 45 mil, antes que uma recuperação sustentável realmente comece a tomar forma.

Essa visão vai contra o alívio que volta a aparecer no mercado sempre que surge um repique técnico ou uma melhora temporária no sentimento. Para Marmot, esses movimentos não seriam sinais de cura real, mas sim movimentos enganosos, projetados para atrair investidores antes de uma queda mais severa.

Sua leitura se apoia em uma comparação direta entre a estrutura atual do mercado e aquela vista no bear market de 2022. É justamente esse paralelo que o leva a acreditar que o bitcoin ainda não passou pelo seu último movimento de capitulação.

Um mercado que, segundo Marmot, ainda está longe da capitulação real

Em uma publicação recente no X, Marmot apresentou uma visão claramente baixista para o bitcoin, destacando que a ação de preço atual se parece muito com os padrões vistos no ciclo de baixa de 2022. A ideia central do seu raciocínio é simples: o mercado estaria repetindo estruturas já observadas no passado, com fases bem definidas que só levam a um verdadeiro fundo depois de vários falsos sinais.

O contexto recente reforça essa impressão. Desde o topo histórico acima de US$ 126 mil em outubro de 2025, o bitcoin já caiu mais de 40%. Apesar de vários repiques intermediários, a tendência geral continua sendo de queda. E, para Marmot, esses repiques não representam sinais de reversão sólida. Ele os descreve como falsas recuperações, movimentos que criam a ilusão de volta da força compradora antes de se inverterem rapidamente.

Esse ponto importa porque toca diretamente na psicologia dos mercados de baixa. Em ambientes assim, altas temporárias podem ser mais perigosas do que reconfortantes. Elas reacendem esperança, atraem novos compradores e depois se transformam em novas quedas bruscas que acabam desgastando a confiança do mercado.

O bear market atual estaria dividido em três grandes fases

Para sustentar sua leitura, Marmot divide o bear market atual do bitcoin em três fases. Essa forma de organizar o movimento permite que ele compare o ciclo atual com o de 2022 de maneira mais direta.

Segundo ele, a primeira fase já teria sido concluída. Ela corresponderia à grande queda inicial, aquela que levou o bitcoin a perder mais de 54%, antes de um repique parcial que o trouxe de volta para a região atual em torno de US$ 74 mil.

Agora, o mercado estaria vivendo a segunda fase, que Marmot descreve como um período dominado por bull traps, fakeouts e forte volatilidade. Nessa etapa, o preço não cai necessariamente em linha reta. Em vez disso, alterna entre falsos repiques e reversões rápidas, o que acaba prendendo tanto compradores quanto vendedores de curto prazo.

Na visão dele, essa é a fase mais confusa, aquela em que o mercado vai “limpando” os participantes mais impacientes. Vendedores a descoberto podem ser surpreendidos por altas rápidas. Compradores podem ser pegos em repiques que não se sustentam. O resultado é um mercado nervoso, irregular e desgastante do ponto de vista emocional.

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã teria produzido uma das armadilhas mais recentes

Marmot considera que um dos exemplos mais recentes de bull trap aconteceu após o anúncio do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Essa notícia deu um impulso temporário ao mercado, empurrando o bitcoin acima de US$ 73 mil. No entanto, essa alta durou pouco.

O preço rapidamente recuou para perto de US$ 71 mil antes de voltar a subir para acima de US$ 74 mil. Para um observador otimista, essa sequência poderia ser lida como resiliência. Para Marmot, ela conta exatamente a história oposta: a de um mercado que continua fabricando sinais falsos, em que a volatilidade serve mais para confundir do que para confirmar uma retomada.

É justamente esse tipo de ambiente que alimenta sua convicção de que o fundo final ainda não foi atingido.

O mercado poderia estar entrando na fase final da baixa

Na visão de Marmot, o bitcoin estaria agora se aproximando da terceira e última fase do seu bear market. É essa etapa que ele considera a mais importante, porque seria ali que o verdadeiro fundo do ciclo poderia se formar.

Em sua análise, essa fase final não seria apenas uma continuação lenta da queda. Ela teria a forma de um último choque violento, uma espécie de movimento de purga destinado a expulsar do mercado os participantes que ainda permanecem excessivamente confiantes ou alavancados.

Em outras palavras, ainda faltaria ao mercado uma verdadeira fase de capitulação. E enquanto essa capitulação não acontecer, Marmot acredita que é cedo demais para falar de fundo duradouro.

Um alvo de fundo abaixo de US$ 43.700

O ponto mais marcante de sua projeção é, obviamente, o nível de preço esperado. Em seu gráfico, Marmot coloca o possível fundo do bitcoin abaixo de US$ 43.700. Com o ativo atualmente em torno de US$ 74 mil, isso implicaria uma nova queda de mais de 40% a partir do nível atual e uma desvalorização superior a 65% em relação ao topo histórico.

Essa é uma projeção bastante agressiva, especialmente em um mercado no qual muitos investidores já esperam uma retomada mais consistente. Mas Marmot argumenta que esse tipo de recuo seria coerente com o comportamento histórico do bitcoin em ciclos baixistas anteriores.

Esse ponto merece atenção: no universo cripto, quedas extremas não são novidade. O bitcoin já passou por correções muito profundas antes de reconstruir tendências de alta duradouras. O que Marmot propõe, portanto, não é uma anomalia, mas uma leitura radical, porém historicamente defensável, da lógica cíclica do ativo.

Um último crash, depois um repique, antes da virada real

O cenário traçado por Marmot não é o de uma linha reta até o fundo. Seu gráfico sugere um caminho mais complexo. Antes de atingir o piso final, o bitcoin poderia primeiro cair para cerca de US$ 45.500, depois ensaiar um repique temporário e só então marcar seu verdadeiro fundo um pouco mais abaixo.

Essa sequência lembra bastante, na leitura dele, a estrutura de 2022: um bear trap, depois um bull trap e, por fim, um último movimento de capitulação antes da reconstrução. Segundo Marmot, o ciclo atual estaria quase repetindo exatamente esse desenho.

Se esse padrão se confirmar, então a queda final não seria apenas mais uma perna de baixa. Ela seria, na verdade, o ponto de partida para um futuro ciclo altista, com o preço voltando gradualmente acima de US$ 45 mil como nova base da retomada.

Uma leitura muito pessimista, mas não estranha à história do bitcoin

Embora essa visão possa parecer extrema no cenário atual, ela não é absurda quando comparada à história do bitcoin. O mercado já mostrou várias vezes a tendência de esgotar os investidores com sucessivos sinais falsos antes de finalmente formar um fundo duradouro.

É justamente isso que torna os mercados de baixa tão difíceis de interpretar. O fundo real geralmente não aparece no momento em que a maioria começa a esperar por ele. Ele costuma surgir depois de uma fase de cansaço, rejeição ou até pânico, quando quase ninguém mais quer comprar.

E é exatamente esse tipo de ambiente que Marmot acredita que ainda não apareceu de forma clara agora.

O mercado segue dividido entre otimismo tático e prudência cíclica

No fim, o valor dessa análise não está apenas no preço projetado. Está também no contraste que ela cria com a narrativa mais otimista de curto prazo. Nos últimos dias, parte do mercado tem ficado mais construtiva com o bitcoin, ajudada pela melhora do sentimento, pelo retorno do apetite por risco e pela esperança de estabilização geopolítica.

Mas Marmot lembra que um repique tático não basta necessariamente para invalidar um bear market mais amplo. A mensagem dele é clara: enquanto o bitcoin não viver sua verdadeira capitulação, os repiques devem ser tratados com cautela.

Conclusão

O analista Marmot acredita que o bitcoin ainda não atingiu seu verdadeiro fundo e que um último episódio de forte queda pode acontecer antes do início de uma recuperação sustentável. Usando como base uma comparação com o bear market de 2022, ele argumenta que o mercado ainda passa por uma fase de armadilhas de alta e de baixa, com uma capitulação final possivelmente abaixo de US$ 43.700.

Esse cenário continua bastante pessimista, especialmente em um momento em que parte do mercado já tenta enxergar o fim da fraqueza atual. Mas ele também relembra uma verdade essencial do universo cripto: falsos começos e falsas esperanças costumam fazer parte do caminho até o verdadeiro fundo.

Em resumo, para Marmot, o bitcoin ainda não atravessou sua tempestade final. E enquanto essa “grande tempestade” não acontecer, ele acredita que ainda é cedo demais para declarar o fim do bear market.

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