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 Hyperliquid parece a Solana a US$ 20 no último ciclo, diz Daniel Cheung

Hyperliquid parece a Solana a US$ 20 no último ciclo, diz Daniel Cheung

Daniel Cheung, cofundador da Syncracy Capital, afirma que o token nativo da Hyperliquid, HYPE, está começando a lembrar a configuração da Solana antes do último grande impulso de alta. Em uma série de posts no X nas últimas semanas, Cheung vem defendendo uma tese cada vez mais agressiva: a Hyperliquid não seria apenas um protocolo forte “dentro da cripto”, mas poderia se transformar em um hub de trading com apelo além do setor, à medida que o mercado retome o apetite por risco.

A comparação que mais chamou atenção é direta e propositalmente provocativa: “HYPE a US$ 35 parece SOL a US$ 20 antes do rali do último ciclo.” Por trás dessa frase, Cheung não está falando só de preço. Ele está falando de posição de mercado: um ativo ainda “jovem” no ciclo de reconhecimento, mas já no centro de uma atividade real — com um storytelling que não depende apenas de especulação de curtíssimo prazo.

Por que Cheung compara HYPE à Solana “pré-rali”

Para entender a analogia, vale lembrar o que Solana representa na memória recente do mercado. A SOL foi um ativo “machucado” no fim de 2022 e, no ciclo seguinte, virou um dos maiores vencedores. Esse percurso virou quase um roteiro: queda forte, reconstrução de tendência, retorno da atenção, e aceleração quando a liquidez voltou.

Cheung usa essa lembrança como um modelo de leitura: um ativo que sai do status “promissor” e chega ao status “dominante” quando narrativa e uso real começam a andar juntos. Na visão dele, Solana não subiu apenas porque “o mercado subiu”. Ela também se beneficiou de efeitos de rede: usuários, desenvolvedores, liquidez, aplicações — e sobretudo a sensação crescente de que “a atividade está acontecendo ali”.

Na leitura de Cheung, a Hyperliquid estaria vivendo algo parecido. Ele escreve que a Hyperliquid é, hoje, a cadeia onde a atividade de trading mais se concentra, e que é uma das poucas trazendo usuários novos para cripto por conta de uma oferta voltada a mercados 24/7. Em outras palavras: não é um palpite abstrato. É uma plataforma que já atrai gente para fazer algo concreto: negociar.

Uma tese de “atividade real”, não só de “meme hype”

Cheung insiste em um ponto: a Hyperliquid estaria ganhando respeito porque não depende apenas do ciclo de memes. Ele sugere que o interesse vem de uma utilidade mais clara: um protocolo desenhado em torno do trading, com foco em execução e mercado, e não apenas em ativos virais.

Num setor em que narrativas podem ser explosivas, porém curtas, isso importa. Memes conseguem inflar volumes temporários, mas também somem quando a liquidez recua. Cheung sugere que o ancoramento em trading (e principalmente em derivativos/perpétuos) dá uma base potencialmente mais resiliente: quando o mercado volta, os perps voltam — e quando os perps voltam, a plataforma que capta esse fluxo tende a capturar também o “centro da conversa”.

Hyperliquid como “plataforma de trading do futuro”

Em vários posts, Cheung amplia bastante a tese. Ele não descreve a Hyperliquid como “mais um protocolo cripto”, mas como uma plataforma financeira de trading que poderia, no longo prazo, competir com nomes conhecidos fora do mundo cripto.

Em 28 de fevereiro, ele escreveu que a Hyperliquid teria chance de “flipar” (superar) plataformas como Robinhood ou Interactive Brokers. É uma afirmação grande — e ele a coloca como uma hipótese de estrutura de mercado, não apenas como previsão de preço. A tese, no fundo, é de migração: um deslocamento gradual da atividade de trading para trilhos mais nativos, mais contínuos, mais rápidos e integrados, num mundo em que os mercados não param mais.

Nessa lógica, HYPE não seria só “um token para especular”, mas uma forma de se expor ao crescimento de um lugar que pode virar centro de gravidade.

O coração do argumento: “perps” podem ser maiores do que o mercado imagina

Cheung retorna com frequência ao que parece ser o núcleo do seu raciocínio: a categoria de perpétuos (perps) pode ficar maior do que o mercado hoje precifica. Isso muda o debate, porque transforma Hyperliquid de “mais um trade” em “infraestrutura”.

Se você acredita que o próximo bull market será basicamente uma repetição do último (muito retail, meme, euforia curta), a Hyperliquid é apenas uma aposta no meio do barulho. Mas se você acredita que o mercado vai continuar se “profissionalizando”, buscando alavancagem, profundidade, execução 24/7 e produtos mais contínuos, então a plataforma que dominar perps pode ser vencedora de forma desproporcional.

Cheung inclusive menciona que outro ativo, LIT, poderia estar subavaliado em relação a HYPE numa base de taxas — o que indica uma abordagem mais “econômica”: olhar para captura de valor e geração de receita, não só para narrativa.

Por que a comparação SOL → HYPE funciona tão bem (e vira manchete)

Esse tipo de comparação funciona porque dá um atalho mental: “X hoje pode ser Y antes da explosão”. Mas a analogia é mais do que marketing. Ela conversa com a psicologia de ciclos:

  • um ativo já conhecido, mas ainda não “consensual”;
  • adoção e uso crescendo enquanto o mercado ainda está nervoso;
  • uma fase em que os otimistas parecem cedo demais… até parecerem certos;
  • um gatilho: retorno de liquidez, retorno de momentum, retorno do risk-on.

Cheung vai além quando afirma que HYPE em US$ 120+ seria “bem fácil” quando o bull market voltar, e complementa: “estamos perto”. Ou seja, ele não imagina uma alta isolada: imagina uma alta amplificada por um contexto de ciclo.

O que precisa acontecer para a tese se sustentar

Mesmo numa visão muito otimista, existem condições implícitas no que Cheung está assumindo — e vale deixar isso claro.

1) O mercado precisa voltar a ficar claramente “risk-on”

Muitas teses “geracionais” só se materializam quando a liquidez volta de verdade. Sem isso, até um produto forte pode ficar travado, ou levar muito mais tempo para ser reprecificado.

2) A Hyperliquid precisa manter o “centro do trading”

Cheung aposta que “a atividade está acontecendo ali”. Isso é um trunfo — mas também uma fragilidade. Se a liquidez fragmentar ou um concorrente capturar o fluxo, o argumento “somos o centro” perde força.

3) O narrativo “além dos memes” precisa continuar convincente

Dizer “não é só meme” ajuda a atrair um público mais amplo. Mas esse público exige consistência: confiabilidade, experiência sólida, profundidade e capacidade de atravessar períodos de volatilidade extrema.

4) Crescimento de usuários precisa ser visível

Cheung fala em novos usuários. Esse é um diferencial central entre um rali pontual e uma expansão duradoura. Se o volume cresce, mas usuários não crescem, a história fica menos robusta.

O que Cheung realmente quer dizer com “Solana a US$ 20”

No fundo, Cheung não está dizendo “HYPE vai subir X vezes com certeza”. Ele está dizendo: o perfil de mercado lembra um momento em que o mercado ainda não reprecificou totalmente um vencedor potencial.

A mensagem dele combina:

  • posicionamento de produto (trading 24/7),
  • posicionamento de mercado (atividade concentrada),
  • timing de ciclo (bull market ainda por vir).

E soma um argumento de reputação: a Hyperliquid estaria recebendo atenção não apenas por ser “viral”, mas por ser “onde a coisa acontece”.

Preço atual e conclusão

No momento da redação, HYPE era negociado perto de US$ 36,16, região que Cheung considera análoga à fase em que Solana estava por volta de US$ 20 antes do seu grande ciclo de alta.

A aposta dele é direta: se uma nova fase de bull market se consolidar e se os perpétuos virarem uma categoria dominante, a Hyperliquid pode ser uma das maiores beneficiadas — não como “a moda do momento”, mas como infraestrutura de trading. Em resumo, Cheung não está vendendo apenas um pump: ele está vendendo a ideia de que um protocolo pode virar uma praça financeira nativa, e que estar exposto cedo a esse tipo de centro de gravidade é onde “riqueza geracional” pode surgir — se o ciclo provar que ele está certo.

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