Voltar ao topo

 Cardano Pode Cair Mais 80% e Ser a “Rede Mais Inútil”, Diz Analista

Cardano Pode Cair Mais 80% e Ser a “Rede Mais Inútil”, Diz Analista

Cardano (ADA) voltou ao centro das discussões no mercado cripto após o analista Ali Martinez (conhecido no X como Ali Charts) publicar uma crítica dura sobre a relação entre avaliação de mercado e uso real da rede. A tese dele é direta: Cardano ainda teria um valor “alto demais” quando comparado ao que acontece de fato on-chain — e, se um suporte técnico chave for perdido, a queda pode ser muito maior.

Essa crítica importa porque toca em um ponto recorrente dos ciclos cripto: o preço pode se descolar da adoção. Quando o sentimento piora, o mercado começa a perguntar sem dó: “ok, mas… para que isso está sendo usado, na prática?”

Martinez descreveu Cardano como uma blockchain com grande capitalização, mas com tração relativamente fraca em termos de atividade. Na leitura dele, se a adoção não melhorar de forma clara, essa diferença vira um problema — principalmente em um ambiente em que investidores estão mais seletivos com narrativas sem sustentação.

No momento citado, ADA estava em torno de US$ 0,2668, o que coloca o preço perto do nível que Martinez apontou como “linha na areia”: US$ 0,245.

O núcleo da crítica: valuation vs. uso

A lógica de Martinez segue um caminho simples:

  1. Cardano mantém uma capitalização relevante há muito tempo.
  2. Porém, o capital e a atividade efetiva “rodando” na rede — especialmente em DeFi — seriam limitados em comparação a concorrentes.
  3. Se o mercado concluir que ADA está mais apoiado em especulação do que em demanda real, um rompimento de suporte pode acelerar a queda.

Esse tipo de dinâmica é comum em cripto. O valuation pode refletir narrativa, comunidade, expectativa e “opcionalidade” (o famoso prêmio do “um dia isso explode”). Mas quando o apetite por risco diminui, o capital tende a migrar para métricas mais objetivas e para redes com maior tração.

Martinez destacou especialmente o TVL (Total Value Locked), que mede o capital alocado em contratos DeFi. Ele argumentou que o capital travado em DeFi no Cardano “nunca passou de US$ 1 bilhão” e ficou bem abaixo do Ethereum. Ele ainda afirmou que até redes mais novas já teriam superado Cardano em uso.

Mesmo que você discorde do tom, a implicação é clara: se Cardano não captura liquidez e não fortalece efeitos de rede no ritmo que o mercado espera, o prêmio de valuation fica exposto.

“Especulação vs. demanda real” muda o risco do preço

Um ponto importante da análise é que o “gap” entre valuation e uso não é só estética — ele muda como o preço reage em quedas.

Quando um token tem demanda persistente (usuários ativos, uso real, liquidez profunda), as correções geralmente encontram compradores naturais: gente usando o ecossistema, montando posições, rodando estratégias, desenvolvendo aplicações, etc.

Quando o preço é mais movido por posicionamento especulativo, o “bid” pode sumir rápido. Nesses casos:

  • Traders tendem a vender nas quedas em vez de comprar o dip.
  • A liquidez pode secar em níveis-chave.
  • Rompimentos ganham velocidade por causa de stops e cascatas.

Martinez sugere que Cardano ainda se parece mais com o segundo cenário do que com o primeiro — e, por isso, seria vulnerável se o mercado perder confiança.

O argumento comparativo: Ethereum e Solana teriam papéis mais claros

Para reforçar a crítica, Martinez comparou Cardano com dois ecossistemas que, na visão dele, já têm “papéis padrão” mais definidos:

  • Ethereum como o centro dominante de DeFi e liquidez de smart contracts.
  • Solana como rede associada a aplicações de alta velocidade e uso mais “consumer”.

A crítica não é apenas “Cardano é menor”. É: Cardano ainda não teria se tornado o destino padrão de um setor específico — aquele lugar para onde usuários, devs e liquidez “vão naturalmente”.

Isso é crucial porque efeitos de rede em cripto são agressivos. A rede que vira padrão atrai mais devs, que atrai mais apps, que atrai mais liquidez, que melhora UX e incentivos… e o ciclo se reforça. Quando esse loop está forte, alcançar vira muito difícil sem uma vantagem clara.

Martinez está dizendo que Cardano ainda não conseguiu criar esse motor em escala.

O ponto do “ritmo de desenvolvimento”: segurança vs. velocidade

Outro pilar do argumento é o modelo de desenvolvimento do Cardano. A rede costuma ser descrita como research-driven, com foco em revisão acadêmica e verificação formal. Martinez reconhece que isso pode melhorar segurança e qualidade de design, mas diz que o custo é a lentidão para entregar recursos em comparação a concorrentes.

Ele usa a linha do tempo dos smart contracts como exemplo: Cardano nasceu em 2017, mas smart contracts chegaram depois (ele cita 2021), enquanto outras redes tiveram anos para construir aplicativos, atrair liquidez e conquistar devs.

Em cripto, tempo vale muito. Atraso não é só atraso de feature — é atraso de efeitos de rede. Se o mercado já “escolheu” onde construir e onde colocar capital, convencer usuários a mudar exige algo bem forte: melhor UX, incentivos, apps únicos ou uma vantagem competitiva inegável.

Na leitura dele, o estilo metódico do Cardano pode ter custado tração.

No fim, a decisão vira técnica: por que $0,245 é o nível crítico

Apesar de falar de fundamentos e adoção, a parte operacional da tese é 100% gráfica: US$ 0,245 é o suporte principal.

Na prática, isso significa que o mercado, em algum momento, encontrou compradores suficientes nessa região para segurar o preço. Se romper de forma convincente, indica que essa demanda não está mais defendendo o nível — o que pode atrair vendedores, stops, traders de momentum e quedas em cascata.

Martinez sugeriu possíveis alvos se US$ 0,245 for perdido:

  • US$ 0,112 como próxima zona importante
  • US$ 0,051 como alvo mais extremo

Dependendo do ponto de partida, isso pode representar uma queda adicional de 50% a 80%.

Ele também deixou claro que o rompimento “ainda não aconteceu”. Isso importa: o debate pode continuar, mas o mercado decide no preço e na liquidez.

O que enfraqueceria essa tese de queda forte?

Mesmo num cenário baixista, existem condições que podem neutralizar o “pior caso”. Três, principalmente:

1) O suporte segura e a demanda reaparece

Se US$ 0,245 aguenta e compradores continuam defendendo, o nível pode virar base, não buraco.

2) Métricas de adoção melhoram de forma visível

A crítica é sobre uso. O contraponto mais direto seria aumento de atividade on-chain, mais capital em DeFi e um “porquê Cardano” mais concreto.

3) O mercado entra em modo risk-on geral

Às vezes, o que manda não é cadeia específica, e sim liquidez e humor macro. Em fases risk-on, gaps entre valuation e uso podem durar bem mais do que os críticos esperam.

Mas o ponto de Martinez é que depender apenas de “um dia o mercado melhora” não é plano sólido quando o preço está encostado num suporte frágil.

A conclusão real: isso é uma disputa de confiança e liquidez, disfarçada de análise gráfica

Chamar uma rede de “mais inútil” é um exagero proposital para chamar atenção. Mas por trás do headline existe uma pergunta bem objetiva:

ADA está sustentado por demanda durável ou por crença?

Se a crença se mantém, US$ 0,245 pode segurar e o mercado tentar uma recuperação.

Se a crença enfraquece — e traders decidirem que o valuation não se sustenta — esse mesmo nível pode virar o gatilho de uma reprecificação rápida.

Por enquanto, o preço está perto da área que decide qual história vai vencer.

Prev Post

Prévia de Resultados da Seagate: o que observar

Next Post

Unibase (UB) vai a Seul: o que o meetup “Agent…

post-bars

Leave a Comment

Publicação relacionada